sábado, 28 de julho de 2012
“Outro dia me perguntaram porque eu tenho esse fascínio todo por você… Eu ri. Não pensei em responder, não pensei em discutir o assunto, não pensei em formular uma resposta romântica ou clichê. Eu simplesmente ri, mas ri com vontade, daquela pergunta descabida. Mas então, depois da minha crise de risos um tanto descontrolada, eu me peguei pensando se esse tal “fascínio” incompreensível era mesmo assim estranho. Será que aquele rebuliço no estômago, aquela tremedeira de mãos e pernas, será que aquilo era pouco mais que simples afeto ocasional? Carambolas, e se não fosse amor mesmo, o que eu tinha de fazer? Porque eu sempre imaginei o amor como uma placa no peito, brilhante em purpurina azul, impossível de não se ver. Eu sempre imaginei que o amor era fácil de se reconhecer, igual aquele brilho no olho da mãe quando olha pro pai, igual aquele sorriso bobo que aparece no rosto do noivo quando a noiva vem subindo o altar. Então porque aquele estranho, tão abismado com a minha “fascinação”, não tinha logo percebido que o que eu sentia por você ia bem além do que simples encanto? E foi aí que eu percebi, com pena do pobre que me perguntou aquela pergunta estranha, que o amor (aquele amor imenso e incondicional) pouca gente consegue entender. Amar de verdade é para poucos, pouquíssimos.”
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