sábado, 28 de julho de 2012
“E
foi assim que eu, finalmente, voltei pra única pessoa no mundo que nunca me
abandonou ou desmereceu: eu mesma. Foi desse jeito meio torto, meio bruto que
eu voltei pra mim, foi depois de me doar e me doer tanto que eu percebi que não
vale à pena. Não vale porque se uma pessoa te fere mais do que te cura, isso é
doença e não felicidade, é câncer e não amor. Viver de anestesias, dor e mais
anestesias é sobreviver e só. Me recuso. Coração vazio e sorriso cheio, que
assim seja. Os arranhões já não me doem, cada decepção eu levo como vacina.
Dessa vez prometo não me abandonar, me deixar de lado ou me diminuir por
ninguém nesse planeta. Se não tiver jeito, posso até me emprestar, me dividir
quem sabe, mas me perder nunca mais. E, que loucura, precisei me perder pra me
valorizar.” —Tati Bernardi
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